segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida.



O que é filosofia? À primeira vista, fazer filosofia parece uma coisa inútil. Ficar refletindo sobre conceitos abstratos como verdade, liberdade e justiça, entre outros, parece não nos levar a lugar algum, como naquele filme “Monty Python: o Sentido da Vida”. Mas, de fato, Sócrates mostrou o quanto é importante fazermos perguntas sobre nossas idéias, principalmente sobre aquelas da qual temos plena certeza. Para ele, refletir sobre aquilo que acreditamos saber ajuda-nos a rever nossos argumentos, seja para reforçá-los, seja para descobrir neles alguma falha. Sem um exame constante de nossas opiniões, crenças e valores, podemos nos tornar dogmáticos, imaginando que nosso conhecimento das pessoas e do mundo está pronto e acabado. A maneira de realizar essa análise das idéias é o diálogo, uma sucessão de perguntas precisamente formuladas e respostas que levam a novas perguntas. É por isso que Sócrates afirmou: “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”. Assim, embora seja perfeitamente possível viver sem jamais indagar sobre os fundamentos das nossas crenças, quando o fazemos, nossa vida se transforma. É como no filme Sociedade dos Poetas Mortos, onde o professor interpretado por Robin Williams fala da importância de se estudar poesia: ao lidar com nossas emoções mais profundas, a poesia é aquilo que dá à nossa vida um sentido, uma razão para viver. Refletir sobre o que pensamos ser verdadeiro nos ensina a fazer o mesmo com a opinião dos outros: tornamo-nos mais cautelosos e menos propensos a acreditar imediatamente no que nos dizem e passamos a tomar nossas próprias decisões, sem depender do pensamento de mais ninguém. É por isso que, para Sócrates, a filosofia nos liberta: ao avaliarmos as opiniões em geral, tornamo-nos mais críticos e mais capazes de escolher, por nós mesmos, nossas crenças e valores.

Em conseqüência disso, desenvolvemos nossa capacidade crítica mais amplamente, o que nos permite distinguir as explicações do senso comum, geralmente baseadas em superstições, das explicações baseadas em fatos científicos. Um exemplo disso pode ser encontrado em várias nas seitas religiosas, que prometem salvação da alma e curas milagrosas mediante remuneração. As pessoas são geralmente levadas a procurar soluções para seus problemas sem uma crítica do discurso do líder religioso e das práticas utilizadas em seus rituais. Outro exemplo encontra-se nas crenças fundadas geralmente num conjunto de evidências mal interpretadas em que a desinformação nos leva a acreditar no oculto e no paranormal, ao invés de procurarmos explicações racionais muitas vezes compreendidas à luz da ciência.

Fazer filosofia significa refletir de uma determinada maneira sobre problemas, idéias e teorias. Cada tipo de problema é estudado por um ramo ou área da filosofia.

Saudações . Franklin Gudmundsen

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